Vertical
Data center e infraestrutura
Salas projetadas para cargas que já não se parecem com as de cinco anos atrás, em que o limite é dado pela potência disponível e não pelo espaço em piso.
Investimento em infraestrutura de data center, alcance América Latina, segundo a Arizton. Dado público levantado em 2026. É contexto de mercado, não resultado da empresa.
Densidade
A sala que dava conta cinco anos atrás já não dá
Não é uma atualização de catálogo. É uma mudança de magnitude que derruba premissas de projeto que se mantinham de pé havia duas décadas.
O data center corporativo foi dimensionado em torno de um rack de uns 10 kW, refrigerado pelo ar da sala, com corredores abertos e uma folga térmica que perdoava erros de projeto. Foi sobre essa premissa que se construíram o piso elevado, o quadro elétrico, a capacidade da central de água gelada e o cálculo do backup.
Uma carga de treinamento ou de inferência pede entre 100 kW e 1 MW no mesmo gabinete. Nessa densidade o ar da sala deixa de ser suficiente, a alimentação do rack muda de formato, o retorno precisa estar contido e, no extremo alto, o calor sai pela água e não pelo ar. É o mesmo prédio com outra física dentro.
Esse salto explica por que a maioria dos projetos que chegam ainda não é projeto: são listas de materiais sem uma potência por gabinete definida. A primeira parte do trabalho é transformar uma coisa na outra.
Rack corporativo 10 kW
Carga de IA 100 kW – 1 MW
Dados públicos de mercado.
Contenção e térmica
Por que o corredor fechado deixa de ser opcional
Com corredores abertos, parte do ar frio se mistura com o ar de retorno antes de entrar no servidor. A 10 kW por rack isso se tolera: sobra folga térmica. A 100 kW a mistura consome a capacidade instalada e obriga a baixar a temperatura de insuflamento de toda a sala para compensar, que é a forma mais cara de resolver.
A contenção fecha o circuito: corredor frio ou quente fechado, painéis cegos em cada unidade livre do rack, vedação das aberturas de piso e das passagens de cabo. São peças de baixo custo cujo esquecimento explica uma parcela chamativa das salas que não alcançam a densidade que o próprio projeto declara.
O ponto de controle que nos importa é o delta de temperatura medido em campo entre insuflamento e retorno, não o da folha de dados. Se esse número não bate com o projeto, a contenção está aberta em algum ponto, e vale a pena encontrá-lo antes de somar equipamento.
Daí saem os degraus de refrigeração. O ar de precisão sustenta a faixa tradicional. A porta traseira ativa cobre a faixa intermediária sem mexer na arquitetura da sala. O líquido direto ao chip resolve a faixa alta e muda todo o resto: o tipo de gabinete, a rota hidráulica, a manutenção e o perfil de quem opera.
Energia
O gargalo é elétrico, não de equipamento
A Colômbia tem por volta de 50 MW de carga de TI instalada, com projeção próxima de 80 MW para o fechamento de 2026. O Brasil está na ordem de 950 MW e o Chile em 341,6 MW. A diferença não é explicada pela disponibilidade de produto: é explicada por geração e transmissão, por um vazio regulatório específico e pela falta de pessoal com experiência de operação.
Ao mesmo tempo, construir em Bogotá custa menos do que em qualquer outra praça medida da região: USD 7,49 por watt instalado, contra 10,75 em São Paulo e 8,61 em Santiago. As duas coisas são verdadeiras ao mesmo tempo. O watt mais barato de construir está no mercado com menos capacidade instalada, e essa combinação antecipa onde a capacidade nova vai ser levantada.
Por isso aqui um projeto se ganha ou se perde na conversa de energia, e não na de equipamento. A primeira pergunta não é qual gabinete, e sim quanta potência há na entrada de energia e quanta pode haver em dois anos.
| Praça | Carga de TI instalada | Custo por watt |
|---|---|---|
| Colômbia | ~50 MW | Bogotá · USD 7,49 |
| Chile | ~341,6 MW | Santiago · USD 8,61 |
| Brasil | ~950 MW | São Paulo · USD 10,75 |
Portfólio
O que especificamos e integramos
Racks, gabinetes e contenção
Gabinete de alta densidade com gestão de carga e de cabeamento, contenção de corredor frio ou quente, tetos e portas de fechamento, painéis cegos e vedação de aberturas sob o piso. A contenção não é acessório: sem ela, a capacidade instalada se perde antes de chegar ao servidor.
Energia, backup e distribuição
Distribuição elétrica em rack com medição por circuito, unidades de no-break, quadros elétricos, transferência e monitoramento de consumo por gabinete. Em alta densidade a medição deixa de ser um luxo de relatório e passa a ser o instrumento com que se evita desligar uma fileira inteira.
Refrigeração
Ar de precisão para a faixa tradicional, porta traseira ativa para a intermediária e refrigeração líquida direta ao chip para a faixa alta. Cada degrau muda o resto do projeto, e o degrau se escolhe por potência alvo, não por preferência.
Monitoramento, DCIM e instrumentação
Sensores de temperatura e umidade por gabinete, medição de potência, controle de acesso ao rack e plataforma de gestão. Serve para duas coisas concretas: saber quanta capacidade real ainda está livre e poder demonstrar, diante de uma auditoria, o que aconteceu e quando.
Conectividade de sala
Cabeamento estruturado, fibra, distribuição óptica e comutação de acesso dentro do data center. Em salas densas o volume de cabeamento disputa espaço com o ar: a gestão dos percursos faz parte do projeto térmico, não é tarefa de acabamento.
Micro data center e borda
Gabinete autocontido com energia, refrigeração, monitoramento e segurança física integrados, para site remoto, planta industrial ou unidade sem sala técnica. É a resposta para quando a computação precisa estar onde está o processo e não há sala que a abrigue.
Como trabalhamos
Como entramos em um projeto de sala
Ou entramos cedo, ou entramos mal. Quando o edital já está escrito, o que resta é disputar preço sobre uma especificação que pode estar errada.
- Levantamento elétrico e térmico Potência disponível na entrada de energia, capacidade do backup, temperatura de insuflamento e rota de retorno. Define se o projeto é viável no prédio que já existe ou se exige obra.
- Dimensionamento por gabinete Potência alvo por rack, crescimento previsto e degrau de refrigeração correspondente. É daqui que sai o tipo de gabinete e de contenção, e não o contrário.
- Especificação e alternativas Documento técnico com o que o projeto precisa e com as opções que atendem, inclusive as que não vendemos. Uma especificação escrita em torno de um único número de peça se percebe, e em licitação pública é impugnada.
- Comissionamento Montagem, verificação da contenção, conferência da medição e entrega documentada. O ponto de controle é o delta de temperatura medido em campo, não o que consta na folha de dados.
- Suporte e segundo nível Atendimento em espanhol e no fuso horário do cliente, com acesso ao fabricante quando o caso exige. É a parte que decide se existe uma segunda compra.
Antes de orçar
As três perguntas
Antes de orçar um gabinete, perguntamos quanta potência real aquele rack vai ter, qual é o delta de temperatura entre o corredor frio e o retorno, e por onde sai o ar quente. Um projeto que não responde a essas três ainda não é um projeto.
Há ainda uma decisão de regime que se toma cedo ou não se toma, e que muda o modelo financeiro de um investimento em equipamento. Está explicada na página de fabricantes, junto com o resto do terreno regulatório colombiano.
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