Vertical
Cibersegurança
Onde a disponibilidade do processo pesa tanto quanto a confidencialidade do dado, e onde o equipamento a proteger está instalado há quinze anos.
Mercado de cibersegurança, alcance América do Sul, segundo a Mordor Intelligence. Dado público levantado em 2026. Outra consultoria publica um número bem menor, com outra definição de alcance; citamos uma única fonte e dizemos qual, porque números de casas diferentes colocados lado a lado não podem ser comparados. É contexto de mercado, não resultado da empresa.
Segmentação
A rede que sustenta a segurança física costuma ser a mais exposta
Uma rede de câmeras, leitoras de acesso e controladores é instalada para funcionar, e funciona. Costuma ficar plana, com credenciais de fábrica, com firmware da data da instalação e alcançável a partir da rede corporativa. É um dos achados mais repetidos em auditoria, e é um caminho de entrada cômodo: o dispositivo tem pouca capacidade de defesa própria e ninguém olha para ele.
A correção não é sofisticada. Separar o tráfego dos dispositivos do tráfego de gestão, permitir apenas os fluxos de que o sistema precisa em vez de bloquear os que alguém lembra, deixar um único ponto de cruzamento controlado para a rede corporativa em vez de vários, tirar a administração da rede de produção e trocar o que veio de fábrica. O difícil não é o desenho: é que alguém seja responsável pelo inventário e pelo ciclo de atualização depois que o sistema já foi entregue.
Por isso a segmentação se escreve no edital do sistema de vídeo ou de acesso, junto com quem a mantém, e não fica como tarefa posterior de outro fornecedor.
OT
A rede industrial não se administra como a de escritório
Em tecnologia de operação a ordem de prioridades se inverte. Primeiro vem a disponibilidade do processo, depois a integridade do dado e por último a confidencialidade. Uma medida de segurança que para uma linha de produção não é uma medida de segurança para quem opera aquela linha, e essa diferença explica a maioria dos projetos que são aprovados e nunca implementados.
O equipamento tem vida útil de uma década ou mais e não é atualizado a quente: a janela de manutenção se negocia com produção e pode estar a meses de distância. Muitos protocolos industriais foram desenhados para uma rede isolada e não autenticam quem emite um comando: quem alcança o segmento consegue escrever sobre o processo. Isso desloca o peso do controle para onde cada coisa está conectada, em vez de para o equipamento terminal.
O inventário é o ponto de partida e costuma ser a lacuna real. Não se protege o que não está inventariado, e em OT o inventário se levanta de forma passiva, observando o tráfego. Uma varredura ativa das que se usam em rede de escritório pode tirar de serviço um controlador antigo, e esse é um incidente causado pela própria auditoria.
O vetor mais frequente não é um ataque dirigido: é o acesso remoto do fornecedor. Um canal permanente, aberto, compartilhado entre técnicos e com acesso plano à rede de planta. A alternativa é concreta: acesso individual com segundo fator, habilitado por janela de tempo, restrito ao equipamento correspondente e com sessão registrada. É uma condição contratual com o integrador, não apenas uma configuração.
Quando é preciso levar telemetria para a rede corporativa sem abrir caminho de volta, existe a via de sentido único em nível físico. É cara e não se justifica em todos os casos; em instalações em que uma escrita não autorizada tem consequência física, sim.
Detecção e resposta
O que se mede é o tempo, não a quantidade de alertas
Uma plataforma de monitoramento produz alertas desde o primeiro dia. Isso não é detecção. Detecção é alguém olhar, saber o que está olhando e ter escrito o que fazer. Os dois números que importam são quanto a organização demora para perceber e quanto demora para conter. Todo o resto é painel.
Daí saem as perguntas que fazemos antes de dimensionar: quem atende fora do horário de trabalho, com que autoridade para desconectar um equipamento sem esperar aprovação, e o que acontece quando quem tem de decidir está de férias. Uma central de operações contratada que não pode agir sobre a rede do cliente entrega relatórios, não contenção.
A recuperação fecha o ciclo e é o que se omite com mais frequência. As cópias de backup precisam estar fora do alcance da credencial que administra o sistema, porque a extorsão por criptografia procura as cópias antes dos dados. E o que se testa é a restauração, não a cópia: um backup que ninguém nunca restaurou é uma suposição. O tempo objetivo de recuperação se acorda com a área que opera o processo, e é ele que define quanto investir, e não o contrário.
Portfólio
O que especificamos e integramos
Firewall e segmentação
Firewall de perímetro e de segmento, controle de fluxos entre zonas e separação do tráfego de gestão. A regra se escreve permitindo o que o sistema precisa, e não bloqueando o que alguém lembra.
Segurança de rede industrial e de OT
Inventário passivo de ativos, visibilidade de protocolo industrial, segmentação por zona e conduto, e via de sentido único onde uma escrita não autorizada tem consequência física. Com janelas de manutenção acordadas com produção.
Acesso remoto e identidade
Acesso de fornecedor e de pessoal com segundo fator, por janela de tempo, restrito ao equipamento correspondente e com sessão registrada. Inclui a gestão de credenciais privilegiadas e de contas de serviço, que é onde costuma estar o acesso que ninguém revoga.
Segurança da rede de segurança física
Endurecimento e segmentação da rede de câmeras, leitoras e controladores, com ciclo de atualização de firmware atribuído a um responsável. É a vertical de videomonitoramento vista a partir da rede que a sustenta.
Detecção e resposta
Coleta de registros, detecção em equipamento terminal e em rede, e procedimento de resposta escrito com níveis de autoridade definidos. Dimensiona-se por tempo objetivo de detecção e de contenção, não por volume de alertas.
Backup e recuperação
Cópias fora do alcance da credencial administradora, retenção definida e teste de restauração periódico e documentado. O tempo objetivo de recuperação se acorda com quem opera o processo.
Como trabalhamos
Como entramos em um projeto de cibersegurança
Representamos e integramos produto. Não auditamos o cliente para depois vender o remédio do que encontramos: quando é preciso uma avaliação independente, ela se contrata à parte.
- Inventário e mapa de conexões O que está conectado, com o que conversa e quem administra, levantado de forma passiva quando há equipamento industrial envolvido. Sem isso, qualquer dimensionamento é uma estimativa.
- Definição de zonas e fluxos Quais segmentos existem, o que tem permissão de cruzar entre eles e por onde entra a administração. Escreve-se antes de escolher equipamento, porque daqui sai quantos pontos de controle são necessários e de que capacidade.
- Janela de implantação acordada Com produção e com a área de operação, não apenas com a área de tecnologia. Uma mudança de rede em planta se programa com a mesma seriedade de uma parada de manutenção.
- Procedimento de resposta escrito Quem detecta, quem decide, quem desconecta e quem comunica, com horário coberto e autoridade definida. Uma plataforma sem esse documento entrega alertas e não reduz o tempo de contenção.
- Teste de restauração Restauração real, medida contra o tempo objetivo acordado e documentada. É o único modo de saber que o backup existe.
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